Agro-Indústria

> Vitivinicultura

O Vinho do Porto é um dos embaixadores de Portugal no exterior do país. A Região Demarcada do Douro (RDD) é a mais antiga região demarcada do mundo e a sua origem remonta a 1756. Ao longo do tempo o agricultor duriense implantou vinhas em socalcos sustentados por muros de xisto, aliando-se às belezas naturais da região e contribuindo para o reconhecimento pela UNESCO do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade.

A viticultura evidencia-se no Douro, principalmente nos concelhos pertencentes à Região Demarcada do Douro. É a indústria agro-alimentar com maior expressão na região, pois a produção de uvas é feita numa vasta área e detêm um volume de produção significativo, enquanto que uma parte significativa da embalagem, rotulagem e distribuição é feita na zona do Porto, principalmente no que diz respeito ao vinho com o mesmo nome, o Vinho do Porto, que constitui grande parte da produção vinícola. Mas este cenário tem vindo a ser alterado, sobretudo pela criação de um entreposto comercial no Douro e com a relativa liberalização do mercado, bem como pela aposta decisiva nos vinhos de mesa de alta qualidade. É notório que houve uma melhoria significativa da qualidade dos vinhos de mesa produzidos na região, o que aliado à sua tradição, tem proporcionado uma excelente penetração no mercado nacional e internacional. Globalmente, o seu volume de comercialização tem aumentado nos últimos anos, apenas registando quebras pouco significativas quando os mercados consumidores têm períodos de crescimento menores.

Relativamente aos tipos de vinho comercializado denota-se um crescente aumento da importância dos Vinhos do Porto de categorias especiais, onde se incluem os “Vintage”, “LBV”, “Data de Colheita”, “Indicação de Idade”, “Vintage Character” ou “Leve Seco”. A diferença de preços entre os vinhos de categorias especiais e dos vinhos correntes principalmente “Ruby” e “Tawny” ) é substancial.

Os principais mercados do Vinho do Porto são a França, Holanda, Portugal, Bélgica, Luxemburgo e Reino Unido, por ordem de importância de volume. Os países da União Europeia absorvem cerca de 90% do volume comercializado. Contudo, o EUA têm vindo a assumir um papel cada vez mais relevante, sendo o sexto mercado consumidor em volume, pois o tipo de vinho consumido é na sua maioria de categorias especiais e, consequentemente, de elevado preço e valor de comercialização.

Nestas condições, as oportunidades de negócio relacionadas com o sector vitivinícola centram-se:

- Na aquisição de quintas produtoras de Vinho do Porto e DOC Douro

- No desenvolvimento de negócios na cadeia [produção - transformação - comercialização], proporcionadas pela abertura do sector. Estas perspetivas centram-se sobretudo na possibilidade de alargar mercados internos e externos, através da:
  -criação de empresas de serviços relacionadas com a embalagem, marketing, design e internacionalização do produto.
  -criação de empresas para o aproveitamento/tratamento de subprodutos da cadeia produtiva do vinho do porto, apoiadas pelo sector de investigação instalado na região.

> Frutos frescos

A fruticultura é um sector que tem mostrado grande dinamismo nos últimos anos. As cooperativas e as empresas privadas comercializam a produção a fruta, principalmente a maçã, para as centrais de compras ou para os mercados abastecedores do Norte e Centro do país, assim como para os produtores com grande capacidade de armazenamento e principalmente de frio.

Esta produção tem vindo a registar um crescimento significativo ao longo das duas últimas décadas, em resultado dos plantios efetuados neste período.

A principal oportunidade de negócio relacionada com o sector frutícola é a criação de uma empresa de aproveitamento do refugo frutícola produzido na região, para a produção de sumos, doces, compostas e outros derivados da fruticultura.

> Frutos secos

No que concerne ao sector dos frutos secos, a região possui uma grande tradição na sua produção, assumindo a liderança nacional em termos de áreas cultivadas e na sua produção. Dentre os frutos secos, devemos destacar, pela sua importância produtiva, a castanha e a amêndoa.

Devemos igualmente referir que a qualidade destes produtos motivou o seu processo de certificação, sendo hoje identificadas por DOP para estes produtos. Estas produções têm algum peso nos rendimentos dos produtores, mas ainda é muito comum a venda por grosso e essencialmente a empresas extranacionais, para posterior transformação. Este facto, torna uma vez mais, este sector atrativo para investimentos na transformação e comercialização da castanha desde a sua região de origem.