Produtos com tradição - saberes e sabores da terra

Aliando a tradição à modernidade, muitos dos produtos da região passaram por um processo de certificação que lhes garante a genuinidade e tradição de fabrico: são os produtos tradicionais, detentores de certificações DOP, IGP, ETG. Esta certificação tem contribuído decisivamente para a sua preservação, divulgação e promoção produtiva, e tem motivado o aparecimento de uma pequena indústria artesanal, ligada à sua produção e comercialização.

A qualidade e a necessidade de manter altíssimos padrões de controlo destes produtos reafirmam a sua vocação para a distribuição em nichos de mercado selecionados, tanto nacionais como estrangeiros, com elevado poder de compra e sensível ao atributo tradição, apresenta-se como uma oportunidade de negócio a explorar. Os investimentos indicados para esta área estão ligados às questões do aumento da produção destes produtos (criação de unidades de produção de produtos transformados) e reforço da componente de comercialização e marketing.

> Rochas ornamentais

Nesta região, o granito, que existe com abundância e qualidade suficientes para justificar a existência de uma indústria extrativa, é de longe a rocha mais importante.

Além do granito, são também produzidos, embora com menor importância, outros recursos, alguns dos quais únicos no país, como são o caso do serpentinito e da ardósia.

Como pontos fortes, temos a tradição nacional no trabalho da pedra, a existência de reservas em boas condições e sem perspectivas de esgotamento a médio prazo e a diversidade da oferta das rochas.

As oportunidades de negócio nesta área estão sobretudo ligadas à colocação de produtos graníticos para utilização na construção civil, sobretudo pela qualidade do trabalho executado em Portugal nesta matéria.

> Energias alternativas

Após uma primeira vaga de investimentos mais direcionados para os pequenos aproveitamentos hidroeléctricos, Portugal apostou fortemente na diversificação das fontes energéticas, com especial interesse nas energias renováveis. Na Região do Douro, as atenções e os interesses voltaram-se para os parques eólicos, uma vez que a região dispõe de condições particularmente favoráveis para a produção deste tipo de energia. O vento é uma fonte de energia limpa e inesgotável. As centrais eólicas apresentam um impacto ambiental quase nulo, não contribuem para o aumento da emissão de gases na atmosfera causadores do “efeito estufa” que, aliada às excelentes potencialidades da região para a produção deste tipo de energia, consubstanciada pelos investimentos já realizados nesta área.

> Hotelaria

Como já foi referido, a Região do Douro é um destino turístico que está circundado a norte e a leste pelas regiões espanholas de Galiza, Castela e Leão, a oeste pelo Minho e a sul pelo Douro. Esta região possui uma riqueza termal, uma beleza agreste que cativa, seduz e envolve todos quantos a visita e ainda uma natureza que convida à prática de vários desportos incluindo a caça e a pesca, possuindo também aldeias rurais onde se mantêm vivos os mais ancestrais costumes com modos de organização e produção comunitários. Nesta região encontra-se também uma variada e rica gastronomia: os enchidos, o presunto, as trutas recheadas, a posta à mirandesa, o javali e a lebre estufada a terminar com sobremesas conventuais. São algumas das especialidades que esta região tem para oferecer a todos os que a visitam.

A análise destes dados, aliada ao conhecimento da procura que se verifica na região, permite afirmar que a região possui capacidade para albergar novas infra-estruturas hoteleiras, com uma oferta qualitativa adequada e incorporando atividades de ocupação e animação dos tempos livres, aproveitando o manancial de recursos naturais, paisagísticos e culturais da região.

> Animação Turística e Cultural

A Região do Douro possui um conjunto significativo de recursos turísticos - termais, fluviais, ecológicos, patrimoniais e outros - que são um importante capital para o desenvolvimento do sector.

Em termos de turismo fluvial no Rio Douro, o turismo termal e o ecoturismo têm sido marcados por um forte crescimento da procura nos últimos anos.

O turismo patrimonial, associado ao património histórico, natural e arquitetónico tem conhecido na última década um forte impulso, consubstanciado pelo aparecimento de Rotas Temáticas - Rota Medieval, a Rota do Vinho do Porto e a Rota dos Vinhos de Cister e o Turismo de Aventura.

Nos domínios atrás referidos, existe um vasto leque de oportunidades de investimento associados a cada um destes segmentos turísticos identificados, nomeadamente a criação de empresas de animação turística, ligadas às atividades de tempos livres, ecoturismo, enoturismo e turismo fluvial.

> Investimento Integrado

A integração de oportunidades de investimento na Região do Douro deverá ser ativamente considerada. A oferta hoteleira aliada à extraordinária beleza natural e patrimonial e as fortíssimas tradições agro-industriais completam-se para criar uma oferta única.

Esta integração das oportunidades de investimento, que não se limita ao setor vinícola mas que tem nesse sector a sua maior força, permitirá aproveitar a maior parte dos ativos locais, criando uma oferta completa que poderá atuar nas várias oportunidades disponíveis.